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Ignoto Ego

12.1.13

In media RAR





Do meio do meu tiro o teu nome e fica tudo não na mesma mas inteiro


A um cigarro de distância está o nosso paradeiro

Que é sempre um próximo passo

E havendo uva sempre haverá engaço

Turva está a força do teu braço e a destreza do teu nasso

Na mesa nada pões de teu só embaraço plástico e em que espaço

Comes o pão que amasso – com que dentes, pergunto, ó meu

Com os que com que te entreténs sorrindo desagravos

Como que emitindo recados de diferentes significados

Todos os que o outro – quem? - escolha dando logo por errados

Tudo isto presumindo que há lugares sentados

Enganaste-te na sala, faz a mala tu e os teus apaniguados

Que não há estados, emirados, reinados, democratizados, condados, principados, republicanos proclamados que te valham, só te malham

Estás admirado?

Se sobrevivo, dize, não é senão pelo que reconheço sempre que os ruídos são silenciados

Pelo que reconheço, dize, quando os juízos não são considerados

À margem dos preceitos realmente revelados

E os mestres ao alto de cada não precisem de certificados

Corações que sabem para onde as orações passos e acções são direccionados

E não esperam fins de mundo fabricados

Mas um mundo em que os tiranos foram derrubados

E sem idolatrados

Finalmente libertados

Cordeiro e lobo aninhados lado a lado

Não sem antes, agora, a faena ter como toureiro o touro e o humano no centro da arena

Embora

Cada qual experimentando sua cena

A título conjunto, a maior parte, destarte

Dentro de um círculo Descartes em tributo a Marte

Com tal arte que já trocas o que não quebra pelo que parte

 

Até que acordes e pressiones start

Não te impressiones se decidir levar-te

Pára então um pouco e deixa-me apanhar-te

 

O encontro está marcado em todo o relógio parado

Duas vezes certo ao dia é um começo, Gustavo

Se dermos corda ao chinelo, o que há a pôr no prelo

Já está escrito – estás preparado?

Em suma vais daqui além, teu ponto de mudado

Assembleia ao intentado

Solicitado pé-de-meia estilizado ó Dulcineia

Acaso estás de barriga cheia

Alguma vez houve jejum vocemesseia ~?

Ou meramenteo tomaste por ideia

 

Para ti e para quem tudo são conceitos

A proliferação destes versos de fura peitos

Que seja como musgo em certos parapeitos

 

Regressa ao teu umbigo se segues querendo dois objectos e sujeitos

Que aqui unificámos a mensagem, compactada sim, mas sem rarefeitos ares

 

Se o beat se repete e já aborrece assim são os mares

Quando em perigo o que darás para lembrares ~?

Diz tudo mais lentamente como prece

E vais ver que é muito mais que o que parece

- Que é o que aparece? -

Traz a tua aparição no bolso, não te faças mouco

Insosso

Moço

Ajuda antes aqui a remontar o poço adobeiro

O nosso capital é de quem quer, mas estrangeiro

Na própria terra

Convidados a emigrar onde quer que seja a guerra

 

 

Nesta era terminal

Contra a marca bestial

Pelejar

É enquanto estás trocar de tintas

Religando uvas

O pintar pelo caiar rectas por curvas

Da direita para a esquerda


E por aí fora

Quando voltar já sabes que fui embora

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