20.8.05

Tonari No Kokoro

O meu vizinho coração e os seus insondáveis desígnios

Onde começa a convivência senão com esses próprios vaticínios?




(De sódio-potássio bombas sal da terra
Afrontas investidas em sendos de guerra).



12.8.05

Pan Pango

Qual nova espécie que salta sobre si própria vociferando contra a "tralha sistemática"! Qual paniscus, qual pongo: pango!

Pango, diz-nos o prolífico dicionário on-line da priberam, é, em Moçambique,
oferta com que um indivíduo presenteia o sogro aquando do nascimento da sua terceira filha.

Que a psique flutue -free-floating- e activa se eleve voando graciosamente. Para a psique,

Portal,
Pan Pango Sendo.

11.8.05

Respigo, logo tripo

Mais um entrecruzamento deambulando, mais uma imagem provinda via Google, after a "brick of thee" search.
Falham-me pois as linhas (a toda a linha e na verdadeira extensão da palavra) e, portanto, do contexto falho de acção quando o que é nomeado remete para o domínio da promessa, Promessa mesmo. Porquê?
É de parecer afinal tratando de intragáveis desvelares?
É mais de aparecer tragando intratáveis revel'ares?


Inasmuch a shared substance to our own...


A imagem em questão de antes e depois das questões de cima (de uma questão de lugar?). Respigando logo tripo, logo é já - cito:


@ Elfwood's



'The Yellow Brick Dragon.'


10.8.05

|«Somos Anarquistas»|

"(...) como adversários firmes da Autoridade que causa a fome, humilha, prende e mata, queremos o triunfo da Anarquia; Anarquia que vos apresentam sempre como uma doutrina de ódio e violência, e que na realidade é uma doutrina de paz, fraternidade e amor: pois que a Anarquia tem por fim substituir o antagonismo dos interesses individuais pela sua solidarização e trocar a concorrência, fonte de todos os dualismos, de todas as animosidades, de todos os crimes sociais, pela associação e harmonia universais. [...]"

Sébastien Faure (provavelmente), França, algures em 1891

in Jean Maitron. Ravachol e os Anarquistas. Antígona. Lisboa. 1981





115 anos depois de ser escrito; 24 anos depois de em Português editado; duas noites depois de o ter tomado em mãos:

tudo [se me permites] (não-modernidade e convivência numa 'anthropology of engagement') concorre, passe a concorrência!, nos passantes sentidos de noite e dia, passando -o gerúndio- a Anarquia.

2.8.05

Anddiamo!

|/ Sensei Senso-Chan \|

o senso, o bom senso convivente entre nós

o senso que é comum, comunicado (não-a-sós!)

o senso vespertino a aurora a noite fora

o senso que em ti dentro quando sabes - Sensei! - mora.



.................................................(o bom Senso é o Nosso melhor Professor)

28.7.05

Vertigem

Image hosted by Photobucket.com


in DN, 10-07-05

Hera's Leaf at my door (folha sendo, silhueta*)





* Sabias que por detrás da silhueta-palavra um tal de Brie sur Marne nos contempla (na ressaca ministerial do demiurgo Etienne) ?


(Etienne de Silhouette,1709-1767)

26.7.05

Chove Chuva (pensada como, de Verão, refulgente)

No Seu regresso, entabulada audição trilogicamente temática:


(1) um fragmento de Thoughts Like Rain (DJ Spooky) a que meu ficheiro atribui somente a autoria do DJ Shadow, que nunca, pelo menos de acordo com o All Music Guide, escreveu tal peça; de acordo com a mesma fonte, este é mesmo um tema do DJ Spooky, patente no Songs of a Dead Dreamer [1996] e durando 5:41; meus pensamentos como chuva, salvos sejam, tocam apenas 3:43 desde que afloraram a este opc (other-personal computer, um computador Outro-orientado) a 22 de Novembro de 2003, sob um signo diverso ...Que cena. Toda esta trip agora consciencializada. B'ah! Sombrio affair, realmente. E se o DJ Shadow fez mesmo uma versão deste som que, somehow como tantas vezes outras, chegou à net, essa grande e oximoral teia e abstracção de concretos, e a mim entretanto, via DC++, aditor de aditares (de
ádito < Lat. adytu

v. int., penetrar no ádito;
entrar. )?

...chove chuva e eu conspiro.


"Olha para isto! Estás cada vez mais tripado!"
Viajado?

\Zás!/ (Zás num vaso que leu Latour e, cerebral e laminado, te comporta; brain-in-a-vat) [o ponto e vírgula remetendo, claro-supostamente, para a piscadela de olho de Clifford Geertz, seguramente flashado pela available light entrevista]




(2) Like a Summer Rain (Ladybug Transistor in Albermale Sound [1999])















(3) Bright After
Rain (The Rum Diary in A Key to Slow Time [EP, 2002])

24.7.05

14.7.05

Espectrando@Trancoso - Centenärio

Fotografado por China [28-05-05]




Não custa nada dir-me-ão alguns. Eu acedo em momentos de apatia.
De nada vale, acrescentam outros. Eu acedo em instâncias de afasia.

Obrigado? Por nada. Eu acendo quando dou espectandro o dia.

À centésima expiação exposição a que este blog assiste, neste seu centésimo posto, muito se me oferece dizer. Muito mais, porém, o que dizendo me apetece oferecer. Sempre uma série de teias e nunca uma teia de séries. Centenärio é uma beca um centenário sem cenário tipo o agudo dos acentos matizado num par de pontos.
Sem linhas de montagem - um fio condutor que não se percebe - a deambulação deambula e a espaços a alucinação vai sendo lugar.
Assim comunicando comunicar se vai ou não ao ar ao mar amar...

Processual isto como tudo do sentido e dos sentidos que deste jeito mediúno nos dão a possibilidade de dar. Um ensaio sobre a dádiva? Um ensaio sob a dádiva.



espectro, s. m.

do Lat. spectru

imagem fantástica de pessoa falecida; fantasma; aparição; visão.

(in fraco mas acessível dicionário da Priberam)


espectandro,

de quem actante espectrar

fantástico o gerúndio grafado a luz; não-moderna aparição, vidente.

(-:in a moment:-)



9.7.05

T(yr) - Outralantropografia





Abraço a palavra que abraça o embaraço,
comovente como ver-te vento nessas noras e horas agoras assim,
olhando o rolando de mim.