17.4.05

Destilado por destilado

Vou ter à página da Image hosted by Photobucket.com - a propósito de uma superficial pesquisa no eucalipto incidente - e deparo-me com o seguinte artigo,

'4/04/2005 - Greenpeace Blockades Portugese Port' ...

Havia tido ecos do ocorrido na imprensa nacional, mas tudo muito ligeiro, um par de linhas e uma certa normalidade alfandegária tão característica da mentalidade tuga.

Neste outro em-linha artigo, Portugal é citado como o 5º maior importador mundial de madeira proveniente da Amazónia brasileira e o mais resistente dos estados importadores europeus a demonstrar alguma eficácia na aplicação de medidas contra o comércio ilegal.
O típico descontrair de impunidades instituído, institucional. Passou-se alguma coisa?

Entretanto, parece que no final do ano passado, Quercus e Greenpeace pediram a empresas portuguesas importadoras de madeira que subscrevessem a campanha da UE por uma legislação que parasse o comércio ilegal. No seguimento do pedido, a Sardinha & Leite e a Sonae Indústria assumiram o seu apoio.

Grande riso e grande choro, pois, o afecto ao estado português, incapaz sequer de cumprir directivas europeias já em si que chegue ténues, quanto mais ousar ser alguma coisa. Para quê ser, sugere-se, merante podendo estar, não me chateiem.

De eucaliptos, agora, pouco me apetece acrescentar, apesar - aliás, precisamente porque nada disse.

Os senhores abaixo simbolizados falar-vos-ão, com certeza com todo o gosto, dos projectos de hibridação e trabalho de genes que possuem, desenvolvem e antevêem para o eucalipto. Destilado por destilado, bebam o deles.

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E vomitem.

9.4.05

2.4.05

E depois?


__--__Ornatos Violeta, Cão, Bigamia_--__



("...dizia o outro que isto é só biologia, prometo o mundo à noite e o fim virá de dia...")


_--_Bernardo Soares, Livro do Desassossego, fragmentos 149_--_

"Não é fácil distinguir o homem dos animais, não há critério seguro para distinguir o homem dos animais. As vidas humanas decorrem da mesma íntima inconsciência que as vidas dos animais. As mesmas leis profundas, que regem de fora os instintos dos animais, regem, também, de fora, a inteligência do homem, que parece não ser mais que um instinto em formação, tão inconsciente como todo instinto, menos perfeito porque ainda não formado.
«Tudo vem da sem-razão», diz-se na Antologia Grega."

"A Ironia é o primeiro indício de que a consciência se tornou consciente. E a ironia atravessa dois estádios: o estádio marcado por Sócrates, quando disse «sei só que nada sei», e o estádio marcado por Sanches, quando disse «nem sei se nada sei». O primeiro passo chega àquele ponto em que duvidamos de nós dogmaticamente, e todo o homem superior o dá e atinge. O segundo passo chega àquele ponto em que duvidamos de nós e da nossa dúvida, e poucos homens o têm atingido na curta extensão já tão longa do tempo que, humanidade, temos visto o sol e a noite sobre a vária superfície da terra."



Do domicílio o dualismo é a cama do abismo

- Um problema de comunicação é coisa grave, senhor?

Sim, aquiesce o venerado colectivo, com toda a propriedade de um cordão de ouro ao umbigo, religado elo foragido.

- Mas e o socialmente inscrito e o culturalmente escrito e o circunstancial que é dito?

- Aqui cito:


"Para mim, se considero, pestes, tormentas, guerras, são produtos da mesma força cega, operando uma vez através de micróbios inconscientes, outra vez através de raios e águas inconscientes, outra vez através de homens inconscientes." (1)

- Como diz?

- Desassossege, meu velho, vai ver que é muito mais que o seu espelho.




1 >=< Bernardo Soares, Livro do Desassossego


Matrix

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26.3.05

Serpentes

Tipo Tag, Image hosted by Photobucket.com
Image hosted by Photobucket.com, Cosmológico
Image hosted by Photobucket.com, Selo
Image hosted by Photobucket.com, Católico
Image hosted by Photobucket.com, Punhal.

14.3.05

Um mês depois...

Um mês volvido face à morte do antigo primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, o tempo tem a eficaz chancela simbólica e colectiva do aniversário.
A landmark, precisamente.

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Afiguram-se-me possíveis diversas realizações. Ainda que sempre seja assim, agora e no Líbano decisivos são os momentos, mais do que nunca parcas as palavras que procuram dotar de sentido o maior dos paradoxos, esta distância de fisicalidades entreposta, tão perto, tão perto.
Há vezes em que uma declaração de intenções, meramento sendo, vale a pena, por assim dizer. Não é o caso. Relevá-lo é já incorrer num exercício de subterfúgios, ainda que a menção me ajude a situar-me.
Mais do que a tal declaração (mais do que as semânticas entretecidas nas palavras escritas), há um horizonte que almeja ser. Implicando o pudor de o não ser ainda, um embrião ou uma semente, um pólipo ou um ente em hibernação, tratamos do que poderá ir e ser para vir a ser.
Mais do que todos os fascínios relativistas juntos, uma realidade, you know?
É quando, um mês depois, as imagens não contêm senão a representação de quem as capta. Transpiram realidade. Lá.
Aqui, infestados de perfumes e desodorizantes (desodorizar, sim senhor, que o cheiro incomoda e deve ser banido?!), não é fácil, feromonas são bolinhas em esquemas coloridos a exibir em retroprojectores.
Projectemo-nos antes, pois!, para a frente:
Um mês de-pois! (lá como aqui), smells like teen spirit.

7.3.05

Cânone do Extemporâneo (ou o Regresso do À Pala)

Acabo por constatar mas não acabo por constatar, o que quer que seja - o que quer, seja. É revoltante ser revoltante um tipo à partida, por definição encartado: a la classe! Tudo isto (aquela mão cheia de coisa nenhuma) no clássico haver para dizer... De quaisquer (quais queres?) modos, entre o deve e o haver, escrito, só mesmo um mandar foder, bonito.

Primatologia - Aula 1

Quantos ossos cranianos possuis?

Sabê-lo é certo de tédio.

Quantas simetrias alinhadas frontalmente?

Sabê-lo para nada serve realmente.

24.2.05

No País dos Cedros



Terça, 22 de Fevereiro de 2005

"People power: Downtown Beirut seethed with grief and anger as Syria was blamed for Hariri’s murder"


22.2.05

Letra S (a-onde se chegou)

Não há uma escassez de comunicação num dizer ou num pensar nunca ser demais comunicar por precisamente poder sê-lo ou não ou não
Até fartar ou não ou não
Ter que frisar "em minha opinião"
Tudo e nada, vejam bem que o que se opõe sendo afim é como um boi olhando assim ou de outro modo para um palácio figurado que não incomodo nem por um bocado nas palavras que o tocam afirmando negações, uma vírgula para dar algo melhor que emoções como conceitos, recortes ou meros trejeitos bloqueados de tão escorreitos serem a palidez de um rubor, alor de um alor que um alor se vê caído, não sem perigo mas contigo sim, tu. Se vestido fosse e rei houvesse, nu estaria como rifa de quermesse, o prémio sendo só porque apetece, que bem que joga o Grémio (kiss their ésse*).
*P.S. - como S colectivo, o que quer que seja serpenteante e destemido

15.2.05

Susana


Algures numa pesquisa de imagens via google sedimentada em torno do nome "Susana", este alucinado desenho que, por ora, patrocina meu regresso ao ignoto comunicado activo.
A todas as Susanas, enfim, meu entreposto tributo de sentido.