24.6.04

So be So!


So is
So be it another clay
An unknown artist of reproduction
In front of a self-simplicity
Came out - with kind - as an injection than re-conquest the satisfaction
Of...

So is
So be it, why such an easy word
Like mecanicism(?)leads to beyond infinity
Not to match a deal or two
Just - if closed - endarkned you
Lord, the entire Trinity won't solve it:

So is
So be So!
Deitado de lado numa manta de farrapos
Numa cama habitada por ausências de memória
Encontro e realizo uma metragem de desconhecida métrica
Afugentada essa outra tétrica ventura
Descura-da-a-lição como uma jura qual canção-veneno
O regular não é negado num mundo pequeno
Comportado afinal, categoria, género
De definição ou pipetada solução d'efémero.

22.6.04

Como cada interjeição é um ponto de exclamação!


Como um cavalo enrubescido
Pelo sangue feito névoa de outro tempo,
Persigo - somo e sigo - ensandecido
Sob a sombra de uma ideia de rebento...
Ai que os arquétipos se reservam o direito
A qualquer instante o intento está desfeito
Ou nada e o inverso do vazio conspirando no meu leito!

Como um estalo retorcido
Preconceito pelo leite de biberon o teu sustento
Contigo - somo e sigo - destemido
Sobre a luz de um veraz renascimento...
Oh que o que ascende não pede nenhum respeito
Antes algo lancinante laminado diamante noutro peito
Energia, mais ou menos meio dia esgotado - entropia - pé direito!

Como um remate desferido
Num campo a céu aberto mediado o provento
Entre os postes bola golo directo ou diferido
Sentes! Sabes! Velha história mito de nação e seu unguento...
Hei, a corda? Longe de atada à mente ou ao peito
Pode poder desaparecer com jeito
De quem embarga a voz: perfeito!

19.6.04

Dependências

A propósito de uma tão abrangente designação-qualificação em título avançada, a categoria cinematográfica anime. Enfim, defronte do computador e apesar do desfavorável horizonte temporal (que uma pessoa vai-se apercebendo de certos custos sociais no que a derivas nocturnas de recreação e recriação cultural diz respeito), a opção ver filme quer ser, como dizê-lo sem redundâncias esquecido, opção. Tudo isto porque ontem, o veiculador Hayao Miyazaki, na sua terceira longa-metragem que visiono [1988:Tonari no Totoro (My Neighbor Totoro)] se confirmou em mim enquanto dependência.

Assim, ainda que um hoje ao agridoce clássico de mim estilo diletante tenha protelado (curiosa etimologia latina equivalidada via dicionário a "impelir com o aguilhão") determinadas realizações escolares em falta há demasiado tempo, não só um corpo mas uma alma e um espírito clamam pela animação do mago (realizador) japonês. Compreendo, então e afirmo-a;

A opção, de volta, ganha nome e dizê-lo, não sendo preciso, implica-me neste ocular sorriso: Tenkuu no Shiro Rapyuta (Laputa: The Castle in the Sky), emanação de 1986.

Anim(a)e, dependência primeira aquela que é formulada para nova implicação. A cada incursão, supera-se a invocação pela in-vocação da superação.

Pedem-se umas linhas mais, mas não vírgula e ponto e vírgula admito.

Já que não pode ser já por questões de homeostasia, aceita pois este Até Amanhã, promessa de entrevisão.


"P.S. para um atrevimento" - De que outro modo é melhor o que fica por dizer?

"P.S. II" - P.S. quer dizer pergunta séria, não é?

"P.S. III" - Desculpa o incómodo, mas será que se me rir às gargalhadas terei uma gárgula debaixo da cama quando a ela voltar? É que me disseram um dia não haver duas sem três a fim de a excepção confirmar a regra...

9.6.04

Surreal Stress Assassin - O meu computador

Assim vou no assim vai meu computador, para o mundo desnudado:


(1º resultado de uma pesquisa google de imagens subordinada ao 'surreal stress'...Curvo-me perante a acutilância do motor de busca que me leva a www.adventistreview.org!)..Com efeito, dito sem ponta de ironia, may God bless America!


Da imagem para a palavra, no Word Gananath Obeyesekere e um dedo inquisidor mascarado de denúncia de um dedo inquisidor constitui-se como mote para um documento de texto potencial síntese crítica a apresentar na escola.

Da palavra para a música, via Winamp os Stress Assassin pautam o ritmo narrativo.

Em estreia, como não podia deixar de ser (que amargo seria este post sem uma estreia!), #surrealismo por mIRCianas águas [assim reza seu 1º tópico: 'Não, nÃo é sobre arte... e os pseudo-intelectuais não são bem-vindos! É apenas um canal... SURREAL!! (Sijlyarvs)'].

Num pirata registo, bradarão muitas virgens ofendidas, o DC++ permite-me a partilha-comunicação de texto, som, ví­deo e imagem: a entrar, Trigun, anime japonês (2000) - episódio 1; indie mp3 álbum 'Harmacy' (1996) dos Sebadoh; filme 'Det Sjunde Inseglet' (The Seventh Seal), Ingmar Bergman colheita de 1957;
a sair: filmes The Green Mile (1999) e Shrek (2001); trance álbum 'B.P.Empire' dos Infected Mushroom.

Finalmente, fecho (r)e-abertura deste cíclico instrumento, a Web:Ignoto Ego - este tempo que o Outro corre.

8.6.04

Rosas de Pedra




Ouço Rosas de Pedra e, efectivamente, ia a dizer qualquer coisa que, porém, logo se escapou qual colega a jogar à apanhada.

Assim, indo a dizer qualquer coisa especado estou por descobrir num par de carne e osso uma inversão-meteoricidade de luz; faço pois como que uma figurinha de urso e por isso petrifico. Deixo de ver, de tocar, de degustar e de cheirar. Ouço apenas as rosas que, como eu, de pedra são feitas.

1.6.04

A dança cantada de luz das borboletas de intensos tons castanhos

Numa semi-penumbra dançavam borboletas escuras, intensos tons castanhos como se para transmitir inequivocamente uma mensagem. Parei a contemplá-las e o tempo passou e a noite tornou-se total. Não me conseguia mexer, sentia-me petrificado. Continuava a ver claramente as estranhas borboletas entretanto congregadas à minha volta mas a páginas tantas, porém, esqueci-me de questionar a veracidade da cena. Então, Oh erro fatal, a queda na(o) real.

As borboletas escuras desvanecem-se (ou engrandecem-se) num feixe vertical de luz. Devido à cuidada estratégica disposição, primando sempre pela anestesiante presença - círculo protegido pelos seus próprios extraordinários poderes - estou agora rodeado de feixes luminosos que percepciono como dourados. Constato, com uma acuidade inédita para os meus padrões, que são 21 e ei-los, rostos humanos tomando a palavra:


*
* (a tanga)

1 Acção de revolta iniciada
2 Por ti entreposta e definida
3 Acção pela qual a tua vida
4 Encontra mais um tudo e mais um nada.


* (a interposição de profundis)

5 Nós somos a voz dos pregadores
6 Que a história das raízes não aflora
7 Nós vimos da Ilha dos Amores
8 Directamente teus o aqui e o agora.


* (o eterno absurdo do sentimento de posse)

9 Não penses todavia que possuis todos os dias
10 Ou os sonhos por dizer que realmente existias
11 Pois perenes ocorrências contradizem-se de facto
12 E portanto equivalem-se a uma marca de tabaco.


* (meu insuportável perfume semântico)

13 Se a semântica te interessa e te afaga nas insónias
14 É mais um a-fuga-mento que criaste nas colónias
15 Aquosas ostentadas como cheiro verdadeiro
16 Todo o outro consideras - de visco os teus lábios - estrangeiro.


* (alento = 20 valores, nada melhor do que a escala da escola para completar o que é, afinal, uma tanga de profundis absurdamente insuportáveis)

17 De nomes és feito e nomes fazes
18 Palavras de vento ou tenazes tenazes
19 Toma pois o que te aprouver oh venerando ouvinte
20 O teu respigar é de “alento vinte”;


* (a trégua final enquanto fórmula ideal)

21 Paz no fim da forma do geómetra divino.

*

Livre de novo, ascendendo do real, retomada a policromia da película. É noite sim, mas são já candeeiros, caixotes do lixo, bancos de jardim e casas ao largo de onde me encontro. As borboletas de luz maximamente concretas porque maximamente abstractas comunicaram comigo e partiram, entre a semi-penumbra primordial e o momento presente ter-se-á expirado talvez uma hora e meia. É tempo de tornar ao caminho.

24.5.04

O Homem Implicado (1)

Quem é aquele que conduz terror (e, consequentemente, aterrado se conduz)?

*

Reduzidas as palavras a fórmulas, temos que há uma definição - altamente restritiva quanto altamente conveniente - em curso de terrorismo, primariamente inscrita numa visão total e totalizadora do 'real' enquanto terreno da oposição ideal Bem/Mal.

Procure-se porém contabilizar os meios de difusão (media) e a localização relativa dos seus centros de decisão e confronte-se a massificação de seus produtos mentais com as impossibilidades (sublinho@net) mães de possibilidades que talvez, afinal, se nos deparem escancaradas. Se enquanto pensamos em limitações do sistema político, jurídico e económico que acompanha o nosso devir social, questionamos e comunicamos, empreendem-se relações de sentido dificilmente apreensíveis pelos múltiplos mecanismos de controlo inerentes à supracitada moldura.

Muito longe de cair nessa outra clássica dicotomia indivíduo/sociedade, tão cara a certas fundações intelectuais, trata-se de sublinhar o universo de significações de que se dispõe na medida das portas abertas pela – incontornável como estas linhas dispensa-me de outros exemplos- globalização de modelos e abordagens mágicas e tecnológicas. Sabeis com certeza o que pretendo dizer bradando:

Coitadinhos?

O que quer que se afirme, tudo menos coitadinhos, Não-Nós e Nós
Laden dos Santos Zé Eduardo Fidel
Ou norte-coreano embaixador a cartel
Zapatero Duce Presidências de fel
Consta que é de sangue o principal papel.

Tão só recusar as leituras simplistas que encobrem o Sol enquanto se puder dizer que este quando nasce é para todos. ‘O Fim da História’ ou o ‘Choque de Civilizações’ são sem dúvida bons títulos para a volatilidade orquestrada de montras e escaparates vários, mas considerar nominalmente a falência/emergência do 'ismo' à mão de semear - sempre um esquema pródigo em alimentar-se de contradições - como indiciadora de uma ‘crise de valores’ (o que quer que isto seja) e por aí ficar não é senão um outro eco nasalado desse hegemónico ridículo que fere tímpanos indiscriminadamente.

A vida, felizmente, não é e se não sente a preto e branco.

Seria bom que os pregadores do costume usassem, por exemplo, o seu consumo à decidida semelhança da sua prosa e em consonância com ela. Comércio justo é um bom começo. E o mundo, claro, uma ONG.

*

Terrorismo é o que inspira a e é inspirado pela emoção terror num ciclo autofágico identificado e reconhecido nas sociedades humanas. Há-o português, iraquiano, americano ou chinês, maori, zande, ndembu ou zafimaniry: onde quer que seja, dói.

Estendamos as teias da sua abominação até ao limite de nós próprios, de nosso juízo, de nossos dias. Não rime nosso nome, pois, com aterrorizador.




(1) = 'Real’: oposição ideal. Mães de possibilidades afinal escancaradas, outra clássica dicotomia.
Consta que é de sangue esse hegemónico ridículo…É o que inspira a e é inspirado pela emoção terror.

18.5.04

--------------------Interposição De(*)gosto--------------------


1)

Afundado num banco por sinal não dos mais confortáveis, o estratega procura retemperar-se e dá consigo a cismar como o diabo; deverá alguém dizer-lhe alguma coisa, estando o banco situado numa rua de amplo movimento humano? Poderá algum transeunte comunicar com o esfíngico personagem, será a abstracção deste impossibilitadora da própria difusão?
Um movimento frenético – o cisma é ocidental e o grito de ‘OH NÃO OUTRA VEZ’ gela a cidade. Quem é o estratega afinal?


2)
Conto mini conto ponto
Douto de um couto auto de um tonto
Primitivo Ivo Eva Primitivo Ivo Eva Primitivo Ivo Eva Primitivo Ivo Primeva


3)
Não era ou pelo menos não parecia ser apenas outra forma de mortificação.


4)
Gosto de soltar as pontas soltas
Quanto mais soltas soltares soltarás sabê-lo-ás



5) AUTIST.O.K. is Austisticthyostega Order Kaos


6)
Gosto de dizer label
Gosto de me lembrar de o dizer como se de português se tratasse para rimar com a Babel da dispersão linguística e de, contra intrínsecas expectativas, acrescentar-lhe um acento para chegar a sável, prestando enfim tributo ao Padre António Vieira pela elevação dos peixes a veículo metafórico primeiro.


7)
Gosto de achar que quanto mais acho mais perco mais acho mais perco e de me enredar por palavras assim sem rédeas – ao fim e ao cabo, se elas existissem mais uma linha eu cortava-as com uma faca de madeira como a que em minha casa existe para cortar marmelada.


8)
Gosto de muitas coisas, confesso! Gosto nomeadamente de pensar nestes gostares enquanto resposta a um inquérito ‘gosto não gosto um dia uma noite’ como o DNA tem ou teve em tempos e a Grande Reportagem vai tendo na última página: ‘nossa!’, como são engraçados e reveladores!


9)
Ah, chega de tanto gostar de gostar de gostar.


10)
Só mais uma coisa: já reparaste que gostar de gostar de gostar de gostar dá degustar ou pelo menos pode dar?



--------------------Interposição Degosto--------------------

(título, o fim marca o início)

* efectivamente um espaço possível de ser ocupado por um exemplar da letra ésse.


--------------------Interposição De(*)gosto--------------------

(título, o asterisco marca a alteridade)

11.5.04

Up Above the Sea & Coming and Going on Easy Terms

Up Above the Sea

the sun came up
up above the sea
the streaming clouds
tore into my tranquility

out my window
I could see
a bird drop down
on the branches of my apple tree

everyday the bluebird comes down
and stares at me for hours
can’t figure out if he brings me luck
or if he’s trying to tear me down

I bought a rifle
with a bushnell scope
knowing the answer would be
to see if he’s calm or frightful

the sun rose up
over the sea
I staked out and waited
like so many gunmen before me

everyday the bluebird comes down
and stares at me for hours
can’t figure out if he brings me luck
or if he’s trying to tear me down

he saw my gun, he stared
right into my eyes, I fired
his body exploded
and feathers fell all over my lawn



____________-----__

Coming and Going on Easy Terms

window seats on bullet trains
smear land into sky
fear and sorrow coalesce

now I’m trying to find that quiet place
where living is breathing
not knowing is understanding
coming is going
but my heart just beats faster and faster

they asked for me to come
and identify my son
but my son is alive

the life that whispered in my ear
is gone gone gone
window seats, commuter trains
send me headlong

trying to find that quiet place
where living is breathing
not knowing is understanding
coming is going
but my heart just beats faster and faster

they asked for me to come
and identify my son
but my son is alive
in maharishi oblivion

the love that counted back
from ten is gone gone gone
fear and sorrow coalesce

now I’m trying to find that quiet place
where living is breathing
not knowing is understanding
coming is going
but my heart just beats faster

when I got down to the morgue
they pulled back the slab
it wasn’t my son
I wasn’t his dad

they covered him up
I smiled I smiled
the past is cities from a train

now I’m trying to find that quiet place
where living is breathing
not knowing is understanding
coming is going
but my heart just beats faster.


---John Vanderslice (acabado=começado de conhecer e citar, acabado de contactar via mail)---


Cellar Door
(january 20, 2004)

10.5.04

Treze

Regresso a casa após as três primeiras noites do liminar período 'Queima das Fitas' e, retomada a análise envolvente mas longe de formulada, tenho pelo menos 2 dias (simbólica e precisamente aqueles que a faculdade oferece em prol das circunstâncias queimais) para recuperar algum do algum trabalho em curso.

Naturalmente sem sono, decido ver um filme - talvez já não visse um há um par de semanas (quando é que começa a ser alarmante?) - e eis que "Thirteen" me apresenta a notável representação de um certo espectáculo emocional americano, a tragédia da "inocência perdida" nos transviados caminhos dos transviados consumos. A leitura apresentada, claro, é oca, centrada que está nas superfícies dos referidos consumos. A performance, porém, é irrepreensível e incrível sempre é assistir a tão incorporadas personificações. São pessoas, enfim, mas enquanto personagens-tipo-personagens-tipo.

E o que seria a 'Queima das Fitas' conimbricense variante guião...Entusiasmado, cavalgando a crista de uma onda de analogias, concebo um grande plano composto por treze recortes animados, treze figuras perdidas e encontradas: mãos à obra!

1.5.04

Zdzislaw Beksinki

Ás tantas, um dos utilizadores do "ind!ous indie life" - 'canal' do Direct Connect (programa peer-to-peer, partilha e veiculação de conteúdos) que tenho frequentado no último mês aos fins-de-semana - cuja lista de ficheiros espreitei ontem à noite tinha uma pasta intitulada arte e um nome nunca antes por mim visto. Vejo duas imagens, à cautela, não vá o diabo tecer um leque muito mau de representações e...encantado, porém!


Descubro Zdzislaw Beksinki e de sua página oficial afirmo ser ela própria produtora de encantamento (http://www.beksinski.pl )...

Eis, nos meus termos, O chão que Ele pisa:



tytuł: TN
rok: 1985
technika: olej na płycie pilśniowej
wymiary: 98,5 x 132 cm
kod obrazu: DG-011

Perdido na fonte de ser e saber não ter passado de um trono - o imponente e desarmante palheiro



Perdido na fonte de ser e saber não ter passado

De Aquiles o calcanhar que me impede de lançar-me além
O limbo limiar fronteira a noção de bem
Sabê-la não sabê-la connosco e com ninguém
Sussurro de poder já que não tem
Não há
Três vezes pah
Oh meu / Camarada colega amigo o que quer que diga ou possa dizer:

Será Barrabás
Quem de ora jaz

- Finalmente -

O repouso atestado de sanidade
A-parecer sendo consciente em verdade.

Sem escoras
Nada posso ser
Guess what?

Brandão, Raul
Quem disse paul
Que me enlouqueceu
Do dia o bréu a continência
Afinal suposta inclemência
Composta (mil carros de paciência)
Da antiga
(Reclamo a estúpida e pobre cantiga)..

Carreiro Aceiro Aceso Braseiro
Um dia - tantas cores - porque há-de ser foleiro
Um grito entre pares porque torna estrangeiro
Quem toca o absurdo e o diz é mensageiro
De um trono - o imponente e desarmante palheiro.