20.1.05

Deerhoof's 'Halfbird' [2001] by Jason Nickey (All Music Guide))

With Deerhoof's fourth album, Halfbird, the San Francisco-based trio channeled their chaotic tendencies into actual songs without losing much, if any, of their playful absurdity and pummeling energy. Like Yoko Ono fronting the White Stripes, Deerhoof combines avant wordplay with bluesy, punked-out garage rock, with vocalist Satomi Matsuzaki teetering between inviting whispers and a patience-testing falsetto. Not light listening by any stretch, but the album's loud-soft dynamic is easily digested after a few listens. From the quiet yet brooding meditation of "Red Dragon" and "Xmas Tree" to the all-out sonic mayhem of "Rat Attack" and "Trickybird," Halfbird is a well-paced and adventurous collection. Maybe not as successful as Reveille, but certainly a close second.

5.1.05

Definição, Teia: A Alucinação do Fio Externo







A hallucination is a false sensory perception in the absence of an external stimulus, as distinct from an illusion, which is a misperception of an external stimulus.
The ability to discriminate between self-generated and external sources of information is considered to be an important metacognitive skill and one which may break down to cause hallucinatory experiences.

4.1.05

O Apelo (Para 2005)

Rodrigo Leão

...e...

P.T. Anderson têm que trabalhar juntos!


30.12.04

2004

E lá se foi meu ano transcrito, comunicado nestas instâncias.

Podia (e cheguei a ponderar fazê-lo) aparecer aqui com um elenco do som que marcou meu ano, dos livros e autores que o pautaram, acontecimentos, recuos e avanços no calendário inscritos neste peculiar período que dinamizaram ou estancaram tendências, andanças, lateralidades.

Podia (e parto a ponderar fazê-lo) compilar, sintetizar análises, meditações, reflexões sob e sobre os aproximados 365 dias e as 6 horas existencialmente afectas ao tal ano da graça e da desgraça que se encaminha para o final.

Podia (mas como fazê-lo?) traçar e apontar caminhos para o futuro, o que se segue, o próximo ciclo, o assim sucessiva ou não sucessivamente.

Conforme essa memória de infância que na tv tomava o nome de Rua Sésamo,

Podia, podia...mas não ia dar...Quem é que martelava?

Enfim, rumo ao Alto Minho Vos deixo com o que podia, talvez esperando na volta um efectivamente poder: ser.


Aquele Abraço e Até Já



25.12.04

Missiva à 2:

Hoje, dia 25 de Dezembro, o centralizador sócio-temporal que é o Natal afastou de Vossa programação (2:) a série de culto que está a sete palmos de terra. Hoje, em virtude de tal supressão, a noite de quem, como eu, apaixonada e anonimamente segue venturas e desventuras das personas que interagem na série em questão, é necessariamente agredida.

Pela conjuntura, dir-me-ão, imposição do calendário e do ar de entrosamento temático a veicular. Para quê e para quem?

Já agora - e porque não é todos os dias que se cumpre ou se pode cumprir a comunicação de mim enquanto espectador e de vós enquanto entidade transmissora - lamentar a passagem da RTP2 para 2:, na medida do notório incremento da insultuosa marginalização do que os baldes de merda da dominação de shares e prime-times (desculpem-me mas não possuo para eles melhor designação) convencionam apelidar de minorias, elites e outras abstracções, para mais facilmente nos reduzir a seus intentos massificadores.

Pois, uma vez mais houve que dar um ar de abertura à sociedade civil, concretizando sobretudo parcerias de tédio e alienação mental, brincando também aos horários (por que diabo se muda o esquema geral 'série-23h' - 'filme-24h'?), às repetições de fastio (a Sabrina já enjoa) e a debatezinhos para fomentar a depressão de quem, querendo arejar um pouco liga a televisão ainda crente de que, na 2, poderá estar a dar algo de jeito. Porque não apostar em generalizar o melhor que já fizeram (entre o 'Serviço Público', animação e ciclos de cinema, documentários e videoclips...) e divulgar efectivamente novos e interessantes conteúdos (tanto devir indie para ser passado..)...

Enfim, longa vai já a minha missiva; essencialmente, a ideia de que, por detrás de audiências, existem pessoas. Apesar deste pequeno revés natalício em meu hábito (uma boa série-um bom hábito), bem hajam os que entre vós (talvez tu, a ou o que me lês) ainda lutam por um pouco de qualidade e diversidade na televisão pública portuguesa. Porque só assim, nessa labuta, esta se pode aproximar de um ser de todos e de cada um.


Natal: a vida é um cristal de luz na teia ao entardecer


22.12.04

Ilusão de um caminho caminhado imigrante (Vocal invocação de um exercício de vida)

- É do tipo tentação
- Força desviante
- Outra condução
De um sim ou não, atenuante.

Como sempre
A dicotomia contra está:
Contrasta com o que é [mas não de facto (isso é o que há)].


13.12.04

Arcueid Brunestud





(in Shingetsutan Tsukihime, episódio 6)

12.12.04

Hip-Hop escrito para ser dito (Continuação do sumário anterior: a letra como trave-mestra de cerimónias)

Continua por fazer o requerimento e de pé vai escrevendo não importa o quê
Continua adiando o momento e tratando-me por tu enquanto pensa nos termos de você
Continua repetindo velhos truques e esticando peles velhas peles podres de batuques desgarrados
Continua o argumento e o real que é percebido num gesto a ser temido pelas cenas dos telhados
Continua que a estrofe que se segue nunca cegará, pela diligência entreposta ultrapassada a latência dos sentidos
Descolados os umbigos
Manifestos os amigos
Corajosos destemidos

Aquele abraço pois para todos vós
Que destrinçam o que interessa no meio de pós
Seculares, secas monumentais

O que se disse de continuar era o primeiro milho p'lo que prós pardais.



(Tum tupac tupac tupac Tumtumtumtum tupac tupac tupac
Alor
Tum tupac tupac tupac Tumtumtumtum tupac tupac tupac)







5.12.04

Cotando-se um Par de Imagens a Cerca de 1000 Palavras Cada: Da Iniquidade via Gnose ao Alçapão da ProS.A. em 2000 Palavras

Muitas luas depois, vidas de homens até

Roídas pelo tempo que por todo o lugar é

Escritas e inscritas numa profissão, a fé

Num banco de iniquidade a lei sentada como ré.

Para quem tudo - o mais e o menos - se dispõe

Ou se resolve ou se esquece ou se compõe

A prisão que é a forma crua nua ou vestida frita

De um fiapo desvelado, calcado por pés escondidos em sapatos bonitos ou remendados e aflitos

(Quando um mero calcante nos prova a distância da proximidade
A garantia de qualidade e única verdade para consumo próprio
Tem a validade de em si a saudade do fumante de ópio
Se haver escrita e inscrita num coração impuro
Numa recordação de rasgar as calças a saltar um muro)

Fica-se por aqui, aos gritos

Passado ou não, mimético alçapão

Do autor a pena e a mão.


4.10.04

Assim fotografar: desencarnação primeiro, primeira intenção depois

No telhado, a poente, a desencarnação interrompe a urgente fotografia do nunca por demais apreendido Pôr-do-Sol; interposta, desviante, a desencarnação é a vida flagrante, a que sempre se mostra fracturante. Exotelus, perante a imagem estrutural assim nomeio o falecido ente.

Assim, o motor da execução fotográfica, a primeira intenção, veio depois. Depois.

O fio no Horizonte, "o clássico olhar para o sempre novo por definição" seguiu o pulsar desencarnado, assim desordenado foram realmente outros os sentidos de unicidade intuídos.

Sem pruridos oratórios, que vedes neste par de reflexividades elementares?